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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Professor Valter Silva: A ética do jeitinho!


*A ética do jeitinho!*


A negação tanto de direitos quanto de serviços públicos por parte dos governantes deve-se a uma espécie de miopia social comum aos sucessivos gestores de qualquer esfera pública que pensam que ao fazer propaganda ou exibir dados através de números conseguem convencer o povo de que estão fazendo uma boa administração. 
Esta cega convicção não chega a ser abalada nem mesmo quando a insatisfação em face do atendimento precário nas áreas de segurança, transporte, educação e saúde seja  manifestada pela própria  povo e também por um segmento de servidores públicos diante da falta de recursos para executar seus trabalhos e, sobretudo, em face do descumprimento das leis, notadamente por prefeitos; tais como data-base, adicionais de insalubridade, desativação de postos de serviço, além de alterações em algumas leis que referendam conquistas anteriores das mais diversas categorias que atuam no serviço público.
Não podemos esquecer, todavia, que o contumaz descaso, em particular dos prefeitos, pela coisa pública não é por culpa exclusiva dos mesmos. A população e, principalmente, muitos servidores, também contribuem de maneira efetiva para que este desolador cenário de pobreza, de criminalidade e de insegurança prevaleça, ao adotar uma ética tradicional que tem por princípio a honestidade e o cumprimento do dever, mas, que, paralelamente, coexista com outra ética da malandragem, a qual  tem por base, ou modelo, a valorização de uma astúcia que sempre visa levar vantagem pessoal em detrimento do bem-comum.
Dessa forma, o mesmo indivíduo que, com justa razão, cobra transparência e honradez dos políticos, não enxerga, ou finge não enxergar, como falta de ética a sua própria conduta quando faz uso do expediente do jeitinho ou da malandragem para resolver seus problemas cotidianos.
No Brasil de hoje em dia ser esperto e sempre levar vantagem se converteu em uma estranha norma e devido ao alto grau de banalização por meio da jeitosa esperteza a própria transgressão se transformou em uma referência de como as pessoas devem ser.
É no antro desse "comportamento geral", cada vez mais na moda, que ocorre a redução da atividade política à simples administração dos interesses privados, entenda-se! "dos que são do grupo" causando, o desaparecimento da esfera pública na qual há luta pelo bem comum e pelo coletivo e onde, enfim, o sindicato é entendido pelos seus afiliados como instrumento crucial para reivindicar e exigir o cumprimento das leis e não uma imoral entidade à mercê dos interesses individuais e mesquinhos de facções políticas partidárias que quando estão no poder o tratam como a "mosca na sopa" enxergando seus diretores como baderneiros, ou no mínimo, como otários.
Isso se dá porque, ao trocar a esfera pública pela privada no exercício de cargos de confiança, muitos servidores, agora "amiguinhos do rei",  negam que o representante eleito pelo povo deva cuidar dos negócios públicos visando à promoção do bem comum dos  representados, mas, sim, que, em nome da " ideologia do ter", utilizem o mandato legitimado pelo voto popular para obrigar seus eleitores a simplesmente obedecer, desde que "não se vá" o favor-e-cimento...afinal, "se a farinha é pouca..."
O único problema dessa nova "elite" malandra, levantadora de bandeira do “Partido do Interesse Próprio” e dos amantes da subvenção (subsídios concedidos pelos poderes públicos), é que ela demonstra toda a fragilidade do viver coletivamente atual, mesmo em um governo que se diz adepto da reconstrução e  democrático, mas que só tolera a prática democrática se tudo girar em torno de um consenso unicista, no qual manda quem pode...
Fica a dúvida se essa malandragem que antes era justificada pela necessidade de sobrevivência, não teria se tornado um modelo ético independentemente  de tal necessidade, trazendo, assim, à tona, o perigo da justificação de uma corrupção generalizada juntamente com o efeito colateral do encadeamento de diversas chagas sociais como assaltos, prostituição, assassinatos e descartabilidade humana que tornam as condições de vida cada vez mais precárias ou inviáveis. *Quousque tandem...*


*Por Valter Silva*

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