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sábado, 24 de novembro de 2018

APAREÇO, LOGO EXISTO!


APAREÇO, LOGO EXISTO!

O cenário que caracteriza o Brasil de nossos dias é, acima de tudo, da mais completa descrença quanto a possíveis soluções dentro da atual ordem das coisas. Assim, enquanto não ocorre a mudança dessa ordem, assistimos a uma desenfreada corrida para o "salve-se quem puder", com cada um cuidando de seus interesses e procurando tirar o melhor partido em proveito próprio, e para o presente momento, das oportunidades que, porventura, apareçam ao alcance das mãos.


Nessa desenfreada busca por ocupação e glória, as pessoas acabam caindo, cada vez mais, em um imenso vazio, sendo que o desvio do mundo espiritual e também suas distrações e modas são as causas visíveis da queda na mediocridade e na superficialidade do ser humano da presente época.


A sincera compaixão e a solidariedade que deveriam sensibilizar os seres humanos diante das dores do outro já não existem, porque perderam lugar para uma indiferença onde as pessoas são substituídas por máquinas nas quais o rol das relações sociais aumenta, de forma gigantesca, mas, paradoxalmente, também distancia as pessoas reais, ou seja, aquelas de carne e osso.


A educação, nesse contexto, não está imune à insensibilidade e à consequente falta de ética que mal começam despontar em nossa presente organização social. Em um tempo que incita as pessoas à disputa cruel e à rivalidade, os membros da escola em seu todo, até mesmo os próprios alunos e seus pais, convivem de maneira superficial ou mesmo fria em suas relações interpessoais no âmbito educacional, refletindo, com nitidez,  uma sociedade emocionalmente adoecida.


O isolamento e a solidão são as marcas registradas do nosso tempo, que são ocultos, porém, pela crença de que o desenvolvimento humano chegou ao seu topo; mascarando, então, o caos onde a humanidade febrilmente se afunda.


Através do uso de aparatos midiáticos que roubam a intimidade e a espontaneidade das pessoas, inexistindo neles, desse modo, qualquer processo interativo, a escola vive, na verdade, o esvaziamento das relações humanas que, em suma, transforma os educadores em "objetos espetaculares", adquirindo uma outra identidade, forjada por tecnocratas, travestidos de especialistas da educação, em nome da plutocracia governante. Essa, por seu turno, pretende transformar o real em uma representação falsificada a fim de ampliar a esfera da alienação e da desapropriação do poder de pensamento crítico do povo.


Inseridos em um universo educativo espetaculoso, onde uma simples imagem vale mais que mil palavras, os "donos da escola" tendo por finalidade apenas encantar a massa receptora, utilizando informações contidas em uma relação artificial e dissolúvel, fazem com que professores e alunos  se apresentem em papéis a serem representados socialmente nas suas práticas cotidianas.


Logo, o que é visualizado na tempestade de fotos, sempre com padronizado sorriso à mostra, não significa que estamos próximos dos educadores e educandos do ponto de vista afetivo; isto porque ao  ver o comportamento de uma pessoa somente através de imagens, não podemos ter a compreensão integral de sua personalidade e de sua conduta ética no seio da sociedade. Vemos simplesmente o aspecto superficial de sua existência.


Nesse cínico teatro educacional, a escola como espaço público é esvaziada dos sentimentos verdadeiros de solidariedade por excesso de informações e de estímulos, tudo intermediado por muitas fotos, onde o EU perde a sua referência e sua individualidade, tornando-se um conjunto risonhamente estúpido e tolo. As relações humanas no âmbito pedagógico são, consequentemente,  cada vez  mais fragilizadas pela afirmação egoísta dos grosseiros interesses materiais em prejuízo de uma colaboração individual, de cada um, para o progresso pleno da esfera pública.


Há, portanto, um novo paradigma do pão e circo, desprovido de qualquer profundidade psicológica e baseado no culto de um modelo vulgar de exterioridade que "ensina" tanto a alunos quanto a professores que para alcançar o bem-estar existencial não se deve pensar, pois, pensar é cansativo e mais do que isso, é perigoso! Nesse obscuro modelo educacional há, enfim, o empobrecimento, a sujeição e a negação da vida real em favor da frívola diversão, da glória e, especialmente, do bajulador e egoísta reconhecimento para o qual só existe quem aparece, sorrindo, sempre sorrindo!


*Por Valter Silva.*

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