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sábado, 24 de fevereiro de 2018

CARTA ABERTA



Diante da ética adotada nos dias de hoje, onde a relação com o semelhante depende em parte de quem é tido como tal, vemos o aparente sucesso daqueles que guiados pelo ego tentam a qualquer custo se apoderar ou possuir as coisas terrenas por intermédio da violência.
Para tais indivíduos, sobretudo os que atuam "profissionalmente" na política, as demais pessoas não representam um fim em si mesmas; ou seja, não são tratadas como seres humanos dignos de cuidados e de atenção, mas, sim, como simples meio para que os "eleitos" da politicagem, incluindo aí "os do grupo", possam alcançar seus objetivos de posses materiais concretizados pela tríade dinheiro, sexo e divertimento.
Desse modo, não há cidadãos livres e autônomos, mas apenas súditos, vistos como inferiores e que, por isso, devem tolerar com apatia e indiferença todos abusos ou tipos de violência física e moral, a exemplo dos casos de assédio tão constantes na relação entre governo e governados e, ainda, não insistirem na luta por seus, poucos, porém legítimos direitos.
Em um insaciável anseio de obtenção de benesses sociais que ampliem o poder de consumo e a consequente satisfação material dos seus interesses privados, nossos políticos e todos aqueles que desejam abarcar tudo aquilo que esteja ao seu alcance fazem parte de uma deprimente massa que desconhece que o desapego é o único meio de possuir algo e que a total libertação é a única posse real.
Reinando às custas da violência mental e emocional que exercem sobre quem não comunga com suas ideias e metas, esses sempre carismáticos líderes, seus agregados bem como todos que levantam suas bandeiras, apresentam, costumeiramente, atitudes que visam a reduzir o outro a uma coisa negando, assim,  sua condição de alguém semelhante. Numa perversa tentativa de apoderamento das próprias pessoas ignoram também que quando alguém não quer ser possuído nada e ninguém o pode possuir, ainda que o segurem e o prendam na mais segura e humilhante masmorra.
Perseguidores e tiranos, talvez, por herança de nossa origem histórica marcada pela escravidão e pela ditadura, os políticos paternalistas ao empregarem a violência nunca possuirão coisa alguma, embora a tenham preto sobre o branco, registrada e carimbada no cartório, pois, tudo o que é violentamente possuído está envenenado por fluidos tão maléficos que sempre causarão grande prejuízo para o seu possuidor. Além disso, quem julga possuir as coisas da terra é, na verdade, possuído ou possesso por elas.
Junto a uma cínica massa subserviente e alienada, esses decadentes "representantes do povo" têm por único princípio a ânsia de crescer, causando, dessa forma, a inexistência da verdadeira solidariedade tanto entre seus próprios aliados quanto entre os membros da comunidade em geral.  Em seu desapego à verdade confundem violência com poder, certamente, alheios ao que diziam os antigos romanos: as coisas violentas não duram e, também, por desconhecerem que aquele que é forte não tem necessidade de ostentar a violência.
É, então, urgente que não só os políticos como também os cidadãos e cidadãs, especialmente os que têm por missão educar a juventude, busquem uma nova realidade social, política e cultural capaz de promover a singularidade humana em suas melhores expressões e de lutar por mudanças radicais em seu modo de viver e na própria configuração política de uma sociedade hoje administrada por pessoas que esperam tudo do mundo e que, portanto, das quais nada se pode esperar.
Não podemos continuar com essa miopia política onde o cidadão é obrigado a servir como se fosse escravo quando na realidade seu papel é servir espontaneamente como amigo da comunidade e digno profissional, competente e concursado. Precisamos, enfim, de autênticos representantes que nada esperem do mundo somente para si, pois desses o mundo pode esperar tudo... Ou ao menos alguma coisa.
VALTER SILVA.

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