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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Sistema de cotação reduz valores de compras públicas do Estado


Um software desenvolvido pela Secretaria da Administração do Estado (Saeb) compara notas fiscais eletrônicas emitidas por empresas privadas, órgãos públicos e pessoas físicas de todo o país e permite criar uma referência de preços rápida, transparente e competitiva para as licitações públicas, economizando entre 10% e 22% nas despesas. Vencedor do 21º Concurso Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o programa Banco de Preços é resultado de parceria entre os Governos da Bahia e do Amazonas.
“A ideia surgiu a partir de uma iniciativa do secretário da Fazenda, Manoel Vitório, que sentiu a necessidade de ter uma maior confiabilidade em relação aos preços dos produtos e dos itens que o Estado da Bahia comprava. Apesar de a gente já ter boas práticas nesse sentido, ele vislumbrou a possibilidade de consultar a base de dados de notas fiscais eletrônicas para realmente confirmar como esses preços estão sendo praticados no mercado externo para os entes públicos e também para as entidades privadas”, explica o coordenador de projetos de inovação da Saeb, Anderson Prazeres.
O Banco de Preços nasceu a partir de um benchmarking, estratégia para melhorar as funções e processos de uma determinada empresa. “Nós tivemos notícia de uma boa prática de consulta de preço do Governo do Amazonas e a nossa solução foi obtida a partir de um termo de cooperação técnica que foi firmado entre o Estado da Bahia e o do Amazonas. A partir deste código que nos foi cedido, toda a solução foi melhorada”, acrescenta Prazeres.
Todo o processo de pesquisa é eletrônico, sem gasto de papel. Desde que foi implantado na Saeb, o Banco de Preços já ajudou a economizar R$ 36 mil por ano apenas com copos descartáveis. No caso do café torrado e moído, o preço da unidade caiu de R$ 6,88 para R$ 4,52, gerando uma economia anual de quase R$ 500 mil. “A vantagem de ter o melhor preço é saber como o mercado está se comportando em relação a cada item. O Estado pode cotar um produto que não tem o costume de comprar e outro que compra toda semana. Você vai de um extremo a outro”, avalia o coordenador.
Antes, o trabalho de comparação de preços era feito por meio de cotações a diversos fornecedores ou através de um contrato que o Governo do Estado mantém com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A cada três meses, a instituição disponibiliza um relatório com cerca de mil itens, com os preços praticados no mercado para cada produto. “Mas isso nos limita a mil itens, e nosso catálogo hoje é de cerca de 51 mil itens”, destaca Prazeres.

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